Existem pequenas diretivas que você pode alterar/acrescentar no arquivo wp-config para que seu WordPress tenha um nível de personalização diferenciado e você aproveite melhor o que a plataforma tem a oferecer. Leia este artigo e aprenda incríveis truques de configuração para aumentar a performance de sua instalação e ter um WordPress refinado.

Este é um artigo traduzido do original “WordPress Configuration Tricks“, do blog Digging into WordPress. A tradução foi feita com autorização dos autores, Chris Coyier e Jeff Starr, e sofreu pequenas adaptações.

Muitas pessoas que usam WordPress sabem que o arquivo wp-config.php é o arquivo-chave para as configurações de banco de dados. É nele que você define o nome do banco de dados, nome de usuário, senha e localização. Mas o que muitos não sabem é que o wp-config.php pode ser usado para especificar uma grande variedade de outras configurações; configurações essas que permitem melhorar as funcionalidades, desempenho e segurança do seu WordPress.

As dicas a seguir abordam o que consta sobre o assunto no WordPress Codex, bem como alguns truques que provavelmente você não viu antes. Se você souber de qualquer outra configuração, comente que eu acrescento ao artigo. ;-)

Endereço do Blog e Endereço do Site

Por padrão, essas duas constantes de configuração não estão incluídas no wp-config.php, mas eles devem ser adicionados para melhorar o desempenho. Estas duas definições foram introduzidas no WordPress 2.2 e servem para substituir os respectivos valores do banco de dados sem alterá-los, efetivamente.

A adição dessas constantes reduz o número de consultas ao banco de dados e, consequentemente, melhora o desempenho do site. Essas configurações devem coincidir com as especificadas no painel do WordPress (Configurações > Geral). Segue um exemplo (não inclua a barra no final da URL):

Um truque legal é definir esses valores dinamicamente usando a variável global do servidor:

“Template Path” e “Stylesheet Path”

Assim como o Endereço do Blog e Endereço do Site mostrados anteriormente, você também pode aumentar o desempenho do site eliminando as consultas ao BD para o “Template Path” e “Stylesheet Path” (que são, respectivamente, o caminho para o tema e o caminho para o estilo CSS). Aqui estão os valores padrão para essas duas definições:

Com isso, ainda há consultas ao banco de dados, mas é possível eliminar essas duas queries e colocar o caminho absoluto:

Desabilitar Cache e Expiração de Cache

Essas duas opções se aplicam a versões mais antigas do WordPress que ainda estão usando o esquema antigo de cache. A primeira permite habilitar ou desabilitar o cache, enquanto a segunda permite especificar o tempo de expiração de cache.

Habilitar o cache:

Desabilitar o cache:

Especificar Domínio de Cookie (Cookie Domain)

Existem várias razões para especificar um domínio de cookie para o seu web site. Um exemplo comum envolve impedir que cookies sejam enviados com requisições de conteúdo estático em subdomínios. Neste caso, pode-se utilizar esta constante para dizer para o WordPress enviar cookies apenas para o seu domínio não-estático. Este poderia ser um ganho significativo de performance. Aqui estão alguns exemplos de definição de cookie domain:

Substituir Permissões de Arquivo

Se as permissões do seu servidor são muito restritivas, inserir essas definições no seu arquivo de configuração do WordPress pode ajudar a resolver alguns problemas. Lembrando que não precisa colcoar aspas nos valores.

FTP/SSH

Essas constantes são para ajudar usuários a localizar e utilizar conexões FTP/SSH. Exemplos:

Alterar a localização de “wp-content”

Desde a versão 2.6 do WordPress é possível alterar o local padrão da pasta wp-content. Há boas razões para fazer isso, incluindo o reforço da segurança das instalações e facilitação de atualizações via FTP. Aqui estão alguns exemplos:

Você também pode especificar um caminho personalizado para o wp-content. Isso pode ajudar com problemas de compatibilidade com certos plugins.

Revisões de Artigos (“Post Revisions”)

Já há algum tempo o WordPress fornecem um sistema de versões que permite aos utilizadores guardar versões diferentes de seus posts e até reverter para versões salvas anteriormente se necessário. Aqui estão algumas das definições de configurações que podem ser úteis.

Definir o número de versões salvas:

Desabilitar a revisão de posts (se não for usar o recurso, utilize essa diretiva para poupar espaço no BD):

Tempo de Salvar Automaticamente (“Autosave”)

Assim como o controle de versões, o autosave é um recurso muito útil existente. Por padrão, o WordPress salva seu trabalho a cada 60 segundos, mas você pode modificar esta definição para o tempo que quiser. Cuidado com o que vai colocar para não “estressar” seu servidor!

Debugging

Desde a versão 2.3.1 os usuários tem a opção de mostrar alguns erros e avisos para ajudar com a depuração do site. Desde a versão 2.5 do WordPress é possível elevar o nível de informação para E_ALL para ativar avisos para funções obsoletas. Por padrão (ou seja, se nenhuma definição é especificado no wp-config.php) o relatório de erros está desativado.

Relatório de Erros

Aqui está uma maneira fácil de habilitar um relatório básico de erros no WordPress. Crie um arquivo chamado php_error.log em uma pasta de sua escolhe e coloque permissão de escrita no arquivo (leia mais sobre permissões de arquivos). Em seguida, edite o caminho na terceira linha do código a seguir e coloque no seu “wp-config.php”:

Aumentar memória do PHP

Se você estiver recebendo mensagens de erro como “Tamanho de memória permitido de X bytes esgotado”, esta dica pode ajudar a resolver o problema.

Desde o WordPress versão 2.5, a constante WP_MEMORY_LIMIT permite que você especifique a quantidade máxima de memória que pode ser usada pelo PHP. Por padrão, o WordPress irá automaticamente tentar alocar 32 MB – então você só vai precisar isso se quiser valores superiores a 32MB. Observe que alguns planos de hospedagem desativam sua capacidade de aumentar a memória do PHP; se for seu caso, você precisa pedir que eles aumente a memória pra você. Aqui estão alguns exemplos:

Salvar e exibir Queries do Banco de Dados para Análise

Esta técnica é perfeita para guardar as consultas de banco de dados e exibir as informações para análise posterior. O processo armazena cada consulta, sua função associada e seu tempo total de execução. Esta informação é guardada como um array e pode ser exibida em qualquer página do tema. Para fazer isso, primeiro adicione a seguinte diretiva no seu wp-config.php:

Em seguida, no rodapé do tema ativo, coloque o seguinte:

Controle de Acesso ao Proxy

Desde o WordPress 2.8 o arquivo de configuração pode ser usado para definir constantes envolvidas com o bloqueio, filtragem e permição de acesso a máquinas específicas de um servidor proxy. Por exemplo, se você hospedar seu site WordPress em uma intranet, você pode impedir o acesso a todos os hosts externos e só permitir visitas do localhost (usando a primeira definição abaixo).

Você também pode permitir o acesso de máquinas específicas com uma lista separada por vírgulas, uma verdadeira “lista branca” (como demonstrado na definição do terceiro abaixo). Necessariamente deve permitir o acesso de api.wordpress.org para garantir as funcionalidades de arquivos importantes e plugins.