O Colorblind Web Page Filter permite que você veja os sites “através dos olhos” de quem tem deficiência cromática (não sei se é o termo mais adequado) ou “cegueira de cores“, que é a incapacidade que algumas pessoas têm de diferenciar algumas cores. Através da simulação destas deficiências, é possível visualizar como um site é visto por quem não tem a visão perfeita.

Sobre o Colorblind Web Page Filter

Apesar de a apresentação do software não ser lá das melhores (e cada vez mais eu acredito que o “skinless” é proposital), quem o acessa consegue, com facilidade, realizar a tarefa a que ele se propõe: enxergar páginas web (inclusive as imagens) como se tivesse alguma deficiência cromática.

O processo de simulação é bem rápido e a renderização não demora a acontecer. Através da escolha do tipo de cegueira de cores que se quer simular e mais algumas outras opcionais (como desabilitar filtro de imagens, desabilitar CSS, etc), de forma ligeira o site é renderizado conforme se escolheu.

O Colorblind é uma ferramenta diferente e útil: diferente devido ao fato de não ser comum este tipo de simulação em se tratanto de desenvolvimento web, principalmente na parte de web design; útil porque, através da visualização e percepção de como uma pessoa que apresenta algum distúrbio desses enxerga o mundo, realmente dá o que pensar e, talvez, decidir se usar aquelas milhões de cores no seu site é realmente necessário…

256 cores seguras para web

No site do Colorblind Web Page Filter é possível encontrar algumas opções para “filtrar” como se deseja que a simulação da deficiência cromática seja apresentada. O mais importante é definir que tipo de deficiência cromática se quer simular dentre as mais de 10 disponíveis – muitas delas a maioria de nós sequer ouviu falar.

Após anos trabalhando com desenvolvimento web eu me perguntava o motivo de ainda existirem as “256 cores seguras para web“, mesmo diante de tantos avanços tecnológicos – de hardware e software -; com o passar dos anos; com a consolidação da informática e da internet na vida das pessoas; não seria possível que algumas pessoas utilizassem equipamentos tão antigos a ponto de nós, desenvolvedores, termos que garantir compatibilidade com máquinas obsoletas a esse ponto.

E foi acessando o Colorblind Web Page Filter que “a ficha caiu”. Na verdade, as tais 256 cores seguras para web ainda existem em função das pessoas que apresentam cegueiras de cores diversas. Como é possível simular no software, dependendo de qual deficiência se escolhe, a mesma página é exibida com cores completamente diferentes. Então, usando as cores seguras, é praticamente garantido que mesmo as pessoas com deficiência cromática visualizarão o site exatamente conforme foi desenvolvido com essas cores.

Conclusão sobre as cores nos sites

Então, fica a dúvida: “A partir dessas informações é para voltar a usar somente 256 cores nos projetos?”. E a resposta é: depende. No desenvolvimento web, como costumo dizer, deve-se analisar cada site, levar-se em consideração cada aspecto do briefing, cada assunto que foi tratado com o cliente, cada objetivo a que o site se propõe.

Por exemplo, se a situação é o desenvolvimento de um site para as classes A e B, com exigências de animações mil, com campanhas publicitárias em diversas mídias (online e offline), então, por favor, use e abuse dos recursos, interatividade e cores para atingir o objetivo do projeto; se estamos falando de um projeto governamental, aí a coisa muda de figura, já que os sites do governo devem, em tese, ser destinados ao maior número de pessoas possível de forma a garantir a total visibilidade, usabilidade e acessibilidade do mesmo – e existem até leis que tratam sobre o assunto.

Logicamente são bem distantes e a maioria dos projetos estará situado no meio destes dois extremos. Mas, diante disso, é possível constatar que, na perspectiva do desenvolvimento para web, mais importante que saber quantas cores usar em um web design é saber qual é o objetivo do projeto e qual seu público alvo para fazer o que for necessário e possível para que tudo corra bem e seja um sucesso.

Concorda?