Accelerated Mobile Pages (AMP): 1 ano depois

O projeto da Google Accelerated Mobile Pages (AMP) foi lançado há 1 ano. Veja quais foram os impactos na web do mundo todo.

Há cerca de 1 ano atrás, foi publicado no desenvolvimento para web um artigo sobre o projeto da Google AMP, “Accelerated Mobile Pages“. Neste artigo, veja algumas estatísticas interessantes sobre a adoção do projeto no mundo, qual foi o impacto causado e suas repercussões até o momento.

Muita coisa pode acontecer em 1 ano quando as pessoas se unem em torno de uma causa comum. No caso do Accelerated Mobile Pages, isso significou melhorar a web móvel para todos. Isso é bastante significante em um mundo dominado por quase 7 bilhões de pequenas telas.

Desde o primeiro dia, um dos pontos-chave do AMP tem sido velocidade. É sem dúvida uma das coisas mais frustrantes sobre a web móvel — corroborado por uma recente pesquisa da Google que mostra que 53% das pessoas abandonam sites que não carregam em 3 segundos ou menos. Isso é o pior de todos os mundos para as pessoas, empresas, editoras, sites e a web móvel, como um todo.

Até o momento, o Accelerated Mobile Pages tem sido uma história sobre momentum. Isso fica claro em tudo, desde o ritmo de lançamentos do código-fonte aberto, até o número de participantes que abraçam o formato AMP:

Então, como está a velocidade de transição para editores e sites que têm adotado AMP em seu conteúdo? Bem, entre os editores de notícias, os primeiros a adotarem AMP, há uma série de estudos de caso que destacam alguns benefícios reais quando o conteúdo carrega rápido:

  • Washington Post. Aumento de 23% em usuários de pesquisa móvel que retornam no prazo de 7 dias
  • Slate. Aumento de 44% em visitantes únicos mensais e um aumento de 73% nas visitas por visitantes únicos mensais
  • Gizmodo. 80% de tráfego a partir de páginas AMP é novo, com 50% de aumento nas impressões
  • Wired. Aumento de 25% nas taxas de cliques dos resultados de pesquisa, com CTR em anúncios em histórias com AMP em 63%
  • Relay Media. Nos últimos 30 dias, sozinho, converteu mais de 2,5 milhões de páginas AMP para editores como The Daily Dot, Hearst Television e The Miami Herald, que diz que os usuários móveis que começam em um artigo AMP gastam 10% mais tempo do que aqueles que chegam por páginas móveis regulares

Quando se trata de conteúdo, há pouca dúvida de que o mais rápido é melhor. Não surpreendentemente, o mesmo é verdadeiro para anúncios. Um estudo da DoubleClick no início deste ano, comparando o desempenho de anúncios em páginas AMP e páginas móveis não-AMP em 150 editores descobriram que:

  • 80%+ dos editores perceberam taxas de visibilidade mais elevadas
  • 90%+ dos editores perceberam maior envolvimento, com CTRs mais altas
  • A maioria dos editores perceberam eCPMs mais elevados

E, neste estudo de caso, uma das maiores plataformas de publicidade nativa da Europa, plista, conduziu sua própria experiência entre editores premium como n-tv.de, faz.net, abendzeitung.de e golem.de para medir o impacto do AMP em velocidade e rentabilidade do web app.

  • Para um editor, CTRs foram 600% maiores após a implementação da AMP
  • No teste, o aumento médio para os editores foi de 220%

Esta iniciativa open source está prosperando porque existe uma forte comunidade ao em torno, se envolvendo em tudo, desde grupos de trabalho para contribuir para a página do GitHub com sugestões, comentários e especificação de código.

O primeiro ano do Projeto AMP mostrou que este foi um bom começo, mas que ainda há muito trabalho pela frente. O AMP Roadmap é uma boa maneira de se manter atualizado sobre o que está acontecendo. A equipe Google alega estar ansiosa para, daqui a 1 ano, trazer boas novas de progressos ainda mais impressionantes à medida que trabalham junto à comunidade para tornar a web móvel excelente para todos!

Veja o infográfico oficial da Google sobre este 1 ano de Accelerated Mobile Pages (em inglês):

Accelerated Mobile Pages (AMP): infográfico de 1 ano